Assim como as pessoas, as empresas também precisam mudar

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No último post, falei sobre a mudança de comportamento que precisamos ter para sobreviver à todas mudanças, e enfatizei apenas a necessidade de se reinventar como profissionais.

 

Mas, e as empresas, onde ficam nesse quadro?

 

Basicamente, esta frase faz você pensar sobre o futuro das companhias.

O que você ou sua organização tem feito, mesmo que seja considerado um caso de sucesso, pode ser uma ameaça para o seu futuro, devido à zona de conforto em que você está inserido.

Todos nós temos algumas crenças e às vezes nos apegamos a elas, tornando as coisas mais difíceis do que realmente são, e muitas vezes temos consciência disso, mas é muito difícil mudar.

Alterar o comportamento e as atitudes de uma pessoa já é complicado, certo?

Agora, imagine esta mesma situação proporcionalmente a uma empresa que há muitos anos cultivou sua própria raiz e disseminou sua cultura entre centenas de departamentos e milhares de pessoas.

Possuem muitos legados em seus sistemas, ambientes e processos tecnológicos, permeando a maneira como elas conduzem sua rotina operacional. Embora bem-sucedidas e bem posicionadas em seu segmento, devido à sua estrutura interna e suas obrigações regulatórias, acabam tendo altos custos operacionais, se tornam menos competitivas e com isso estão sendo ameaçadas pelo surgimento de novas empresas, que rapidamente vem tomando o espaço onde há pouco era ocupado por um negócio tradicional.

Os tempos estão mudando e as maneiras que determinam como fazemos negócios seguem a mesma tendência. Mudamos a era de Industrial para Digital ou Post Digital, como argumentam alguns escritores; e em meio à toda essa transformação, as pessoas estão mudando também. Agora, em vez da geração dos Baby Boomers, temos as gerações X e Y representadas pelo novo grupo de pessoas conhecido como ” Millennials”, que é composto por aqueles que nasceram entre 1980 e 2000. Este grupo está trazendo mudanças radicais para a demografia do cliente, devido seus comportamentos e expectativas. A preferência por uma excelente experiência de usuário (UX), que geralmente representa o estado da arte, velocidade e conveniência tem se espalhado rapidamente, e atingindo também outros grupos.

Desta forma, as empresas precisam entender o que estão fazendo e o que deve ser feito para atender essa nova demanda e exceder as expectativas de seus clientes.

Com base nessas premissas, novas empresas já foram criadas e posicionadas para suprir as necessidades desse nicho de mercado específico, e estão crescendo de forma mais rápida ou mesmo exponencial, em muitos casos.

A transformação digital está ocorrendo muito rápido, e tudo se transforma na mesma velocidade.

Estamos vivendo um novo momento em que a novidade se tornou uma commodity, e o que nos fascinou ou foi considerado disruptivo agora é algo comum.

A mudança é radical, e veio para questionar as velhas certezas e reverter sistemas inteiros de pensamento corporativo. Já não a percebemos mais; e se está acontecendo assim, significa que ela já faz parte de nossas vidas.

Mais do que aprender coisas novas, muitas vezes precisamos esquecer tudo o que sabemos. Neste contexto, surgem novos desafios para profissionais que estão no meio desse turbilhão de informações. Com base em (Fischer, 2010), este movimento é transparente e instrutivo; transparente porque o discurso sobre a tecnologia é apenas um reflexo das realidades fornecidas pela tecnologia digital e instrutivo porque descreve a nova maneira de funcionamento da sociedade.

A tecnologia está presente em tudo, e não há diferença entre on-line e off-line, entre o mundo digital e o mundo real, está tudo junto e misturado.

Agora, quando você consegue se adaptar a algo, é porque está desatualizado. Percebemos que temos e-mail, redes sociais e internet apenas quando um deles falha. Parece que os mais novos nasceram adaptados a esta realidade, como se houvesse um chip neles, e estas são as pessoas que serão o público alvo dos negócios em um futuro muito próximo.

O conceito de tempo é muito importante. Tudo o que faz parte do mundo digital, como mídia, tecnologias e ferramentas, envelhece com grande velocidade. Cabe aos empreendedores antecipar as tendências e tomar decisões muito rapidamente. Tudo muda o tempo todo. A capacidade de mudar e se adaptar rapidamente é muito valiosa.

Agilidade, adaptação, curto espaço de tempo, são palavras que precisam estar no dia a dia das empresas, e as empresas tradicionais precisam acompanhar esse ritmo para se manterem vivas.

 

Referências e citações:

  • Fischer, E. (2010). Media and new capitalism in the digital age. New York, NY: Palgrave Macmillan.

 

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