Transformação Digital

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“A maioria das pessoas não quer o seu produto. Elas querem a transformação que seu produto vai trazer para elas. ” – Érico Rocha

Muito se fala atualmente em transformação digital. Mas falamos por insistência, pois o digital está presente em nossas vidas e não há volta; e essa é a razão: com o digital o mundo só está melhorando.

Já citei em outro post (Assim como as pessoas, as empresas também precisam mudar), a importância da mudança da era e os reflexos que essa mudança traz para as pessoas e suas vidas.

O conceito de interação empresa e seus clientes vem mudando drasticamente devido ao mindset deste novo cliente. A disrupção do negócio está presente em nossas vidas, causada por novas tendências de consumo e novos serviços disponíveis em nossa rotina diária.

Ao invés de ir para a rua e chamar um táxi, nós conseguimos um carro particular apenas usando um aplicativo em nossos smartphones, e custando menos. Temos canais de transmissão disponíveis em diferentes dispositivos para substituir a programação de TV. Escutamos música on-line por muitas fontes em vez de comprar um CD. Podemos obter um empréstimo on-line evitando todo processo logístico de ir ao banco.

Esses são alguns dentre muitos outros exemplos que eu poderia citar, de produtos e serviços, que nem sequer podíamos imaginar sua existência alguns anos atrás.

Veja, os produtos/serviços citados, que podem ser considerados como transformacionais e disruptivos, em outras palavras, que mudaram o curso de como os padrões serão a partir de agora, vieram de novas empresas. Se você prestar atenção, nenhum deles foi criado por uma empresa tradicional de 30 ou 40 anos no mercado.

Essas novas empresas estão crescendo rapidamente em comparação às tradicionais. Eles usam a internet para suas plataformas e criaram negócios exponenciais.  Dica de leitura sobre esse tema, o livro (Organizações Exponenciais)

Este é um grande problema que vem sendo enfrentado pelas empresas tradicionais, que trabalharam muito para chegar onde chegaram, e se deparam com mudanças de padrões e ainda não conseguiram se adaptar ou até mesmo entender o que está acontecendo.

Quando comparamos o Waze e o GPS, temos um bom exemplo para ver as mudanças ocorridas e a transformação dos serviços.

O GPS é estático e fixo, preocupa-se apenas com o destino final, não importa como chegar a ele. O Waze muda o tempo todo, oferece a melhor rota, além de rotas alternativas à sua escolha, e reavalia constantemente as variáveis para oferecer o melhor serviço. O Waze está preocupado com a viagem e não apenas com o destino. Ou seja, qual é a melhor e a maneira mais rápida de chegar lá.

Para ter um GPS, você precisa comprar um gadget para usá-lo. Para usar o Waze, é necessário apenas um smartphone com conexão à internet, algo comum atualmente.

E a questão é; Como o GPS poderia mudar e se transformar para oferecer o mesmo tipo de serviço que o Waze oferece?

A resposta é simples: Isso é quase impossível. Ele teria que se transformar em algo que ele não é, a um custo elevado, viabilizando completamente o produto.

A transformação digital está aí, trazendo produtos diferenciados e que conseguem entregar valor com menor custo.

Porém, é preciso ter cuidado com sua aplicação, focando em criar produtos que sigam a tendência, pois tentar transformar algo já consolidado em outra coisa não será disruptivo, muito menos trará benefícios aos clientes e lucro para a empresa.

 

 

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